• Cuiabá, 17 de Julho - 00:00:00

Falta 'fio do bigode' na política


Por Sonia Fiori

Quem conhece um pouco dos meandros da política reconhece, rapidamente, a farsa do discurso fácil, que na prática, deixa a oratória ao vento. Pois é. Em período de eleições é ainda mais comum políticos tentarem disfarçar sua verdadeira face. E desde já antecipo: isso não é regra, porque acredito mesmo nas exceções e conheço gente séria na representação do povo.

Infelizmente, muitos mantém a velha prática de não honrar o que fala. Não adianta maquiar, tentar mudar a manifestação, se no dia a dia o exemplo é contrário. Falta à classe política, ou parte dela, seguir as palavras “no fio do bigode”.

Essa expressão, que precedeu o lacre, a assinatura e a rubrica, como pontuou o advogado Giovani Duarte Oliveira, consistia em dar garantia da palavra empenhada um fio da própria barba, retirado em geral do próprio bigode. Eram tempos dos “fios de bigode”, quando a palavra era honrada, e as pessoas costumavam cumprir seus compromissos.

Parece distante do que vivemos no mundo de hoje, não e? Não. Ainda existem políticos, inclusive no Estado de Mato Grosso, que seguem essa dinâmica de honrar a palavra. Sim, são poucos. Mas quem acompanha o desenrolar desse contexto em Mato Grosso conhece os líderes que se enquadram na honra da palavra. Por isso, ou no cargo ou mesmo que não estejam no exercício da função pública, são respeitados pelas mais altas autoridades do Estado.

Da mesma forma, basta prestar um pouco de atenção eleitor, para descobrir que certo político usa as palavras com maestria para ludibriar a verdade, escondendo seus interesses vis em cada ação pública. Sinceramente, me causa náusea esse tipo. Então, é bom prestar muita atenção no que dizem os políticos, e no que fazem, porque representantes “no fio do bigode” parecem ser a minoria.




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