• Cuiabá, 14 de Dezembro - 00:00:00

Indústrias mato-grossenses aumentam produção física em 7,4% no 1º quadrimestre


Vinícius Bruno - A Gazeta

A produção física das indústrias mato-grossenses encerrou o 1º quadrimestre deste ano com aumento de 7,4%, se comparado com igual período de 2015. Na relação entre maio deste ano e igual mês de 2015, a produção aumentou 14,6%. O bom desempenho divide opiniões do setor, que tem provado no cotidiano uma realidade amarga de aumento de custo acompanhado de queda na demanda. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O empresário Diogo Sborchia relata que obteve crescimento na produção nos últimos meses em razão da otimização. “O desempenho foi resultado de um investimento em novas máquinas”. Ele explica que não houve queda na demanda pelo produto que industrializa, guardanapos de papel, mas que tem convivido com redução da lucratividade. “O preço da matéria prima aumentou, assim como os demais custos de produção, como a energia e impostos. Contudo, eu não posso repassar estes valores aos clientes para não afugentá-los”, relata. Absorvendo os custos de produção, Sborchia diz que ainda é preciso melhorias no cenário econômico para aumentar as margens de lucro. “A margem de lucro maior é vantajosa para todos, afinal vai significar mais possibilidade de investimentos, o que gera mais empregos e estabilidade econômica entre outras vantagens”.

Já o presidente da Associação dos Empresários do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), Domingos Kennedy, pontua que se houve o crescimento aferido pelo IBGE, não tem conseguido percebê-lo na realidade. “Pelo que tenho conversado com os demais empresários do setor, e pela realidade no próprio distrito industrial, não houve aumento da produção física das industrias de forma tão significativa. Afinal, 7,4% em um quadrimestre é um valor expressivo para o setor produtivo”, avalia. 

Contudo, Kennedy não descarta que alguns setores tenham apresentado um desempenho melhor, como supõe ser o caso do segmento da alimentação. “Porque enquanto outros produtos da indústria de transformação podem ser considerados supérfluos em determinado momento recessivo, a alimentação é sempre uma demanda necessária para a população, o que pode significar um relativo crescimento mesmo com esta crise”, pontua.