• Cuiabá, 15 de Dezembro - 00:00:00

Cenário político completa 10 anos sem Dante de Oliveira


Dante Martins de Oliveira nasceu em 6 de fevereiro de 1952, em Mato Grosso; em 1995, Dante toma posse como governador de Mato Grosso.                     - Foto: Dante Martins de Oliveira nasceu em 6 de fevereiro de 1952, em Mato Grosso; em 1995, Dante toma posse como governador de Mato Grosso.
Da Redação - Foco Cidade

Nesta quarta-feira (6), completam 10 anos da morte de Dante de Oliveira. O nome que ficou conhecido pelos discursos eloquentes pelas Diretas Já, também pela liderança política que o conduziu à diversas funções políticas em Mato Grosso e no país. Apesar da morte precoce, e após um desgaste de imagem, Dante denota a inauguração de um novo período democrático no país.

O professor e analista político, Alfredo da Motta Menezes, pontua que o histórico de Dante de Oliveira é memorável. “Ele morreu muito jovem. Fez muitas atividades importantes para o Estado, como a reforma política. Promoveu a privatização de empresas estatais que na época estavam se transformando em um peso para Mato Grosso. Criou o Fethab que até hoje existe e tem grande valia para os cidadãos”.

Menezes relata que com Dante de Oliveira firmou-se uma característica até hoje muito comum na política, que é “onde está o governador, o partido é maior”, se referindo a quantidade de pessoas.

“Nestas eleições o PSDB tende a se afirmar como o maior partido do Estado, já que o governador Pedro Taques é da sigla. Em todo o país, a maioria dos prefeitos e vereadores querem estar do lado do governador. É uma questão estratégica”.

Histórico

Dante Martins de Oliveira nasceu em 6 de fevereiro de 1952, em Mato Grosso. Cursou engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), nos anos de 1970.

Entre os principais fatos históricos que marcaram a vida do ilustre político mato-grossense estão:

1976 – Candidatura à vereador por Cuiabá pelo Movimento Democrático Brasileiro (MBD), mas não foi eleito.

1978 – Eleito deputado estadual já pelo PMDB, que deixou de MDB ter no nome a palavra partido.

1983 – Assumiu o mandato de deputado federal, momento no qual o país já começava o processo de redemocratização. Naquele mesmo ano foi apresentada a proposta de emenda constitucional, que ficou conhecida como emenda Dante de Oliveira, que dispunha sobre o restabelecimento da eleição direta já em 1984.

1985 – Após tumultuado ano em Brasília, com a morte do primeiro presidente eleito após a Ditadura Militar, e assunção de José Sarney, Dante de Oliveira se licencia da Câmara Federal, para se dedicar à campanha em prol da vaga no poder executivo da Capital mato-grossense, função que assumiu em 1986.

1986 – Apesar de ter tomado posse como prefeito de Cuiabá, Dante foi convidado pelo presidente José Sarney para assumir o Ministério da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, função que aceitou e ficou por um ano e meio, quanto saiu por apoiar a redução do mandato presidencial de cinco para quatro anos.

1990 – Dante sai do PMDB e se ingressou no PDT.

1992 – Reeleição para a Prefeitura de Cuiabá.

1995 – Toma posse como governador de Mato Grosso.

1997 – Sai do PDT, em razão de conflitos políticos e se filia ao PSDB.

1988 – Reeleito ao governo do Estado.

2002 – Tenta a eleição ao Senado Federal, mas não consegue ser eleito.

2006 – Em 6 de julho, Dante de Oliveira morre por complicações de uma pneumonia. Não deixou filhos, apenas a esposa Thelma de Oliveira (PSDB), que seguiu a militância política, hoje pré-candidata à prefeitura de Chapada dos Guimarães.




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