• Cuiabá, 21 de Outrubro - 00:00:00

Audiência debate políticas públicas para os povos indígenas nesta segunda


Mato Grosso conta com 43 povos indígenas. No Parque Indígena do Xingu, são 33 associações, entre 16 povos indígenas           - Foto: Mato Grosso conta com 43 povos indígenas. No Parque Indígena do Xingu, são 33 associações, entre 16 povos indígenas
Secom-AL/Flávio Garcia

A formulação de políticas públicas para os povos indígenas de Mato Grosso será o tema de uma audiência pública da Assembleia Legislativa na Aldeia Umutina, em Barra do Bugres, no próximo dia 6 de junho, a partir das 8h30m. Proposta pelo líder de governo na AL, deputado Wilson Santos, a audiência vai fechar a programação da II Assembleia dos Povos Indígenas de Mato Grosso, que acontecerá na aldeia, nos dias 3, 4 e 5 de junho.

Mato Grosso conta com 43 povos indígenas. No Parque Indígena do Xingu, são 33 associações, entre 16 povos indígenas. As comunidades indígenas reclamam de áreas onde se faz presente o vínculo com o Estado, como exemplo, a educação. Também passa pela discussão a instituição de uma associação estadual em Mato Grosso.

O deputado Wilson Santos recebeu em abril uma comitiva de povos indígenas integrada de representantes como o presidente do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso, Filadelfo Umutina.

“A nossa grande demanda hoje é a questão da política da educação escolar indígena. Nós ainda não temos no nosso Estado, uma política direcionada aos povos indígenas de Mato Grosso. Precisamos nos reunir, pra elaborar o mais rápido possível, de acordo com nossos interesses, com nossas necessidades, e com as nossas demandas”, observou Filadelfo que está otimista com a realização da audiência pública na aldeia.

Cada etnia mantém escolas junto à rede estadual nas aldeias, respeitando as particularidades dos povos indígenas. “As crianças trabalham a parte cultural e respeitando cada etnia, respeitando os dois mundos. Mas precisamos avançar, a tecnologia está aí e precisamos criar laboratórios”, reforçou.

A educação infantil é obrigatória e atualmente funciona em algumas aldeias no Estado, conforme relato de Filadelfo. O ensino médio, já adotado em vínculo com a rede estadual, ainda necessita de avanços. A educação em nível superior é realizada por meio da Unemat, nos cursos de pedagogia indígena e licenciatura plena.  São cerca de 100 acadêmicos no campus de Barra do Bugres.

“Temos diretrizes nacionais, de maio de 2015, nos dando esse direito de implantar a educação infantil, mas cada povo tem sua especificidade”, pontuou Umutina.

O apoio do deputado Wilson Santos, conforme o presidente do Conselho, é fundamental para a busca das almejadas melhorias. “Os nossos irmãos indígenas carecem de atenção. E estamos começando este trabalho na Assembleia Legislativa, com diagnóstico, para nos tornarmos porta voz. Não temos condições de resolver todos os problemas, mas vamos encaminhar dentro das possibilidades, através do estabelecimento de um conjunto de prioridades”, disse Santos.




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