• Cuiabá, 16 de Novembro - 00:00:00

Empresário afirma ser apenas "colaborador" da PF


FOLHAMAX

Em nota encaminhada a imprensa, o Grupo São Benedito confirmou que o empresário Marcelo Maluf foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre as investigações da 11ª fase da “Operação Ararath”. No entanto, a rede de empresas de construção civil afirma que o empresário não está na condição de investigado, mas sim de declarante.

Além disso, garante estar colaborando com a ação da Polícia Federal. “Neste contexto, encaminha todos os documentos solicitados pela Polícia Federal reiterando assim a contribuição do Grupo São Benedito junto a investigação”, afirma a nota.

Além de Marcelo Maluf, foram conduzidos coercitivamente à sede da Polícia Federal o empresário Georges Maluf, da Construtora GMS, que deixou o local pelos fundos. Todos prestam depoimento sobre as investigações baseadas num suposto esquema de venda de imóveis para "figurões" de Mato Grosso através do uso de terceiros.

O terceiro alvo da operação seria um dono de empresas no ramo de construção e fornecimento de materiais. A PF ainda não haveria cumprido o mandado de condução coercitiva.

A 11ª da “Operação Ararath” cumpre 45 mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva contra grandes empresários do ramo imobiliário em Mato Grosso.  O objetivo desta fase é colher provas sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro através da compra de imóveis em nome de "laranjas".

Os recursos para compra de imóveis de luxo seriam oriundos da corrupção no Estado e os imóveis pagos em dinheiro em espécie. A operação de hoje é com base nas fases anteriores da "Operação "Ararath" em que documentos apreendidos revelaram que alvos não estariam declarando apartamentos adquiridos nas empresas de construção.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Grupo São Benedito confirma que o diretor presidente da empresa, Marcelo Maluf, presta esclarecimentos  na sede da Polícia Federal em Cuiabá em mais um desdobramento da Operação Ararath. 

No entanto, o empresário do ramo da construção civil está na condição de declarante, neste contexto, encaminha todos os documentos solicitados pela polícia federal. Reiterando assim a contribuição do Grupo São Benedito junto a investigação.