• Cuiabá, 14 de Dezembro - 00:00:00

Consórcio VLT promete retomar obras em outubro


Secom-AL

Na 3ª reunião da Frente Parlamentar para retomada e conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), o advogado e representante do Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, Aldair Trova, afirmou que as obras serão retomadas ainda em 2016. Já a conclusão depende de fatores técnicos e do suporte financeiro do Estado.

“As obras devem ser retomadas ainda este ano. Vamos chegar em um acordo com o Estado e todas as partes envolvidas. Para que tudo isso aconteça, a previsão é para o mês de outubro. Já a previsão do término, um relatório da KPMG fala em 19 meses,  mas isso depende do suporte financeiro”, disse Milani.       

Ao ser questionado sobre as condições de preservação dos vagões, Trova disse que "estão em perfeitas condições". “Eles serão entregues em condições de trafegar”. Em relação ao custo das obras paradas, foi anunciado em cerca de R$ 1,5 milhão ao mês. O advogado complentou dizendo que “o montante entrará no pacote de discussão”.     

Já o diretor da obra do VLT, Luiz Milani, afirmou à Frente Parlamentar que na reunião do último dia 13, no Palácio Paiaguás, com  os secretários Paulo Taques e Eduardo Chiletto, da Casa Civil e Cidades, respectivamente, o consórcio tem interesse em retomar e concluir as obras do VLT.

“O governo tem interesse em concluir as obras. Sinto que o ambiente é propício. A negociação, entretanto, é um pouco complexa e, por isso, precisamos estabelecer um cronograma para execução das obras. Para isso será apresentado alguns cenários financeiros e, assim, o Estado vai se programar para dar prosseguimento aos trabalhos”, disse.

Preocupado com as obras que estão sendo executadas na  Avenida da Prainha, o deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) questionou Milani a respeito, mas Milani confirmou o interesse na retomada. De acordo com o representante do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Juares Samaniego, a obra tem um custo de R$ 13 milhões.

“Não é o consórcio que está executando, então não sei o cronograma dela (obra). Com relação a isso, temos que levar em consideração alguns aspectos, como a questão financeira do Estado e a velocidade das desapropriações,  além de como elas vão ocorrer. São premissas que precisam ser levadas em conta para não fazermos planejamento no escuro”, explicou Luiz Milani.

Quando questionado se o Consórcio VLT contratou outra empresa para contrapor o relatório da KPMG, Milani disse que sim e citou a Ernest & Young para auxiliar. “Sim, ela fez um laudo e está protocolado nos autos”, disse Milani. Com  a confirmação, Emanuel Pinheiro pediu que o consórcio o encaminhe à Frente Parlamentar.

Ainda em relação às obras que estão sendo executadas pela Prefeitura de Cuiabá na Prainha, Pinheiro questionou o representante do consórcio se a obra sofreria problemas de "afundamento" no futuro. O advogado Aldair Trova afirmou existe uma autorização judicial para as obras.

“O Estado fez uma petição nos autos para essas intervenções, em função da suspensão e da degradação do contrato para pavimentação, e foi deferido. Acredito que o juiz não vai entrar no mérito, se a intervenção é necessária. O juiz não tem condições de analisar o projeto, ele autoriza e pressupõe que qualquer intervenção será feita por meio de um projeto executivo”, disse Trova.

“Fica aqui registrado o fato. O governo não apresentou o projeto. O Consórcio VLT alertou o governo que essas interferências, sem os devidos cuidados, poderão ocorrer problemas, entre eles o desabamento - o que seria o caos. Interpelei o secretário de Cidades, mas ele disse que isso era um problema da Prefeitura de Cuiabá. A obra do VLT virou a casa da mãe Joana”, afirmou Pinheiro. 

O parlamentar também questionou o consórcio sobre o valor total das obras do VLT. Aldair Milani disse que haverá um entendimento sobre o assunto, aceitável tanto para o governo quanto para o consórcio. “Da nossa parte estamos mostrando item por item para se chegar  a um valor onde todos saiam satisfeitos”, disse Milani.

O advogado do Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, Aldair Trova, afirmou que ao tomar conhecimento do relatório apresentado pela KPMG, o consórcio não concordou com alguns pontos do relatório e por isso fez o pedido para que o consórcio fizesse outro relatório, feito pela Ernest & Young, para avaliar o relatório da KPMG.

“Esse relatório já está pronto e está nos autos de ação pública. Existem diferenças e  o ponto principal está relacionado às desapropriação. No relatório da KPMG há uma conclusão de culpa compartilhada entre o consórcio e o Estado, mas o consórcio entende que causa problemas de desapropriação. Esse é o principal ponto”, disse Trova.  

O Estado confirmou que, após análise do relatório da KPMG, concluiu que o modal é viável e é possível de ser concluído. Na reunião de ontem (2), o consórcio apresentou pontos relevantes para que o consórcio consiga elaborar alguns cenários de concluí-los o mais rápido possível.

“É um empreendimento de alta complexidade. É preciso definir com muita clareza todos os pontos para um cronograma de execução e o valor da obra. Cada ponto tem diferença, tanto de valor quanto de prazo. Então discutimos o valor e o cronograma. Essas informações serão apresentadas na sexta-feira (6). Nesse encontro vamos apresentar um orçamento definitivo à retomada e à conclusão das obras do VLT”, disse Trova.