• Cuiabá, 19 de Janeiro - 00:00:00

Educação profissional x futuro


Onofre Ribeiro

No ano passado o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar, divulgou a importante “Pesquisa sobre a mecanização agrícola em Mato Grosso” comparando máquinas com a escassez de recursos humanos qualificados. O tema cabe perfeitamente na medida em que as perspectivas de aumento da produção agrícola no estado são crescentes para atender a uma demanda mundial também crescente por alimentos.  O crescimento será sustentado com base em tecnologias atuais e futuras. Especialmente a chamada agricultura de precisão.

O volume de colheitadeiras cresceu 90% entre 2009 e 2013 (dados da Anfavea), comparado com o acumulado nos cinco anos anteriores. Os tratores de pneus tiveram aumento de 170% passando de 7.318  para 15.183 entre 2009-2013. As regiões oeste e sudeste tem a maior quantidade de propriedades praticando agricultura de precisão, um pouco menos nas demais regiões. No geral cresceu 42% nos últimos cinco anos. É uma tendência irreversível.

As propriedades tem área média de 2.450 hectares. Embora a maior parte dos os trabalhadores no setor agrícola recebam treinamentos, a exigência é crescente. Novas máquinas, novas tecnologias, nova precisão. Após os treinamento realizados mediu-se que a eficiência aumentou em 71%.

A pesquisa mostrou que o parque de máquinas agrícolas tende a não crescer muito nos próximos anos, porque está bastante aparelhado. Espera-se 34% mais em aquisição de máquinas novas. O dado mais sério da pesquisa está na constatação de que o gargalo do setor agro são os recursos humanos adequados. O vácuo de mão de obra é de 88%, somando-se mais 5% de falta de comprometimento dos trabalhadores atuais, mais problemas com legislação trabalhista e rotatividade.

Contudo, a informação de que uma máquina de alto custo operada por uma pessoa mal qualificada pode render 50% menos da sua capacidade. Com isso, é como se  máquina custasse o dobro do seu preço. Concluindo, cada vez mais máquinas sofisticadas dominarão o campo. A educação no estado deveria olhar esse nicho  estratégico de mercado. No campo, lugar só pra gente muito qualificada. Voltarei ao assunto.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br     www..onofreribeiro.com.br

 

 




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