• Cuiabá, 19 de Janeiro - 00:00:00

Justiça de Mato Grosso na ótica cidadã


O Encontro foi pautado pela exposição de experiências voltadas aos avanços buscados pela Justiça                                                                                                                                  - Foto: O Encontro foi pautado pela exposição de experiências voltadas aos avanços buscados pela Justiça
Redação
Sob a coordenação da presidente do Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (CCOGE) e corregedora-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, o  71º ENCOGE, realizado em Cuiabá de 30 de março a 1 de abril, foi encerrado com a publicação da Carta de Cuiabá, documento que traz enunciados sobre todos os assuntos tratados no evento. O Encontro foi pautado pela exposição de experiências voltadas aos avanços buscados pela Justiça, primando pela celeridade do andamento das ações, na ótica da Justiça Cidadã. Anfitriã do evento, a desembargadora Maria Erotides comemora os passos dados rumo ao aprimoramento, através de projetos inovadores centrados no social. Com um olhar especial, a corregedora-geral do TJ-MT, pontua ser necessário o pleno envolvimento de todos para o bem maior da sociedade.  “A Justiça só acontecerá verdadeiramente quando nós estivermos irmanados. Sozinhos, a gente pode ir até mais rápido. Mas juntos, a gente vai muito mais longe”. Confira a entrevista.
 
Foco - Qual o balanço do Encontro desembargadora?
 
Maria Erotides - Uma experiência incrível com participação intensa, comprometida, como tem sido a participação dos corregedores. A gente verifica que a Justiça está caminhando muito melhor, que a gestão da jurisdição tem sido muito efetiva pelas experiências que estamos vendo, inacreditáveis.
 
Foco - No quadro geral das exposições, quais mais marcaram o evento na sua opinião?
 
Erotides - O grande ponto que vejo foi a palestra do desembargador Ricardo Dip (TJ-SP), que trouxe para nós todas as inovações que o novo Código de Processo Civil trouxe para os tabelionatos, para o foro extrajudicial. Eu penso que isso vai facilitar as normativas das corregedorias do país. Teve ainda a experiência maravilhosa que a desembargadora do Paraná, trouxe, o trabalho ainda da Justiça da infância de Goiás, são muitas.
 
Foco - Quais os principais destaques apresentados pela Justiça do Estado?
 
Erotides - Nós colocamos em primeiro lugar a nossa forma de auditagem do serviço forense de primeiro grau. A corregedoria é um sistema com 38 indicadores que mostram o que os juízes estão fazendo. Se os juízes estão produzindo, se o que eles estão despachando é realmente uma coisa que diz respeito verdadeiramente ao processo ou se é algum despacho só de empurrar o processo para andar. Então nós temos essa auditagem.
 
Foco - O que a auditagem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem revelado?
 
Erotides - Esses resultados determinam se os juízes merecem promoções, merece movimentação na carreira ou se eles devem permanecer onde estão, inclusive, serem submetidos a procedimentos disciplinar.
 
Foco - Como está o andamento no Estado desse trabalho?
 
Erotides - Todos os dias nós temos notificações. Todos os dias são olhados esses indicadores. Todos os dias têm três auditores que olham esses indicadores diuturnamente.
 
Foco - Um dos exemplos de Justiça cidadã foi apresentado pela desembargadora Joeci Machado Camargo (TJ-PR) . Esse trabalho pode ser desenvolvido no Estado?
 
Erotides - Já fiz contato com a desembargadora. Já marquei uma ida para o Paraná. Penso que a gente precisa de participação de juízes da Vara da Família para estarmos juntos. E vou propor essa participação para estamos juntos nesse projeto. Tenho muita esperança de que a gente possa trazer para cá. Quero fazer isso.
 
Foco - Se fala muito de envolvimento da comunidade e de servidores da Justiça. Esse envolvimento, comprometimento, já é aplicado no Tribunal de Justiça através de uma inovação implementada na sua gestão.
 
Erotides - Sim. Inclusive já realizamos alguns casamentos comunitários. O último deles foi junto a Universidade de Várzea Grande. Foram 1.144 casamentos realizados em parceira com a Univag. Já fizemos esse projeto e vamos retomar na Corregedoria.
 
Foco - Pode-se falar que hoje foi quebrado o paradigma da distância entre a Justiça e o Cidadão?
 
Erotides -  Isso tem que acontecer. O juiz é apenas um servidor, e um mero instrumento na mão de Deus.
 
Foco - Existe dificuldade ainda na Justiça em relação ao quadro de servidores. É possível com a atual estrutura fazer mais?
 
Erotides - Quando a gente tem boa vontade mesmo, a gente tem querer, a gente cria as estruturas a partir do que se tem.
 
Foco - Parcerias são fundamentais entre as instituições?
 
Erotides - Sem as parcerias a gente não consegue. Não somos instituições estanques. Nós somos interagidos. Nós somos comunicados entre nós. Há uma intercomunicação. Não podemos agir de forma alguma como instituições estanques. Nós precisamos das instituições, de todas as entidades. A Justiça só acontecerá verdadeiramente quando nós estivermos irmanados. Sozinhos, a gente pode ir até mais rápido, mas juntos a gente vai muito mais longe.
 



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