• Cuiabá, 13 de Novembro - 00:00:00

Um plano de ascensão política

O fato é que todo político deveria ter que, além de exibir certificados de conclusão de cursos, comprovar através de testes vocacionais, de raciocínio lógico, de conhecimento, se está habilitado a ocupar cargos. 

Desta forma, as exigências de formação teriam uma escala de complexidade, proporcional ao nível do cargo pretendido. Nada demais. Como eu disse, exatamente como é exigido para nos candidatarmos a qualquer cargo profissional, igual ao que nos é exigido em concursos públicos.

E mais, todos com defesas de teses que tivessem afinidade com os cargos pretendidos. Notem que o tempo de ascensão do cargo de vereador ao de deputado, por exemplo, é exatamente o necessário para a conquista do nível de escolaridade seguinte. Tudo lógico e racional. Sem nenhuma insanidade.

Já tivemos, na história do país, deputados eleitos autodeclarados semianalfabetos. Todos os requisitos legais para ser político são regidos pela Constituição Federal, entre eles: ser brasileiro, possuir título de eleitor, cumprir as obrigações militares (homens), ter mais de 18 e menos de 70 anos, ser filiado a um partido político e residir no local da candidatura.

Afinal... como podem defender o ensino, valorizar professores, saúde sem sequer saberem o valor disso? O cargo político está virando plano de carreira de cargo e salário, passa de família, isso acontece porque nós permitimos. Como podemos contar com gente que ascendeu a cargos políticos milionários sem nenhum sacrifício, sem saber o quão sacrificante é trabalhar o dia inteiro.

Afinal, não são cargos públicos? Não são funcionários públicos e, mais ainda, os mais privilegiados, pois nem exigem 30, 35 anos de comprovação em carteira para terem direito a aposentadoria? Como assim exigir de um representante à Câmara Federal que apenas saiba a diferença entre um C de cebola e um Ç cedilha?

Não! Quem não se sacrifica para conquista do conhecimento jamais saberá o valor do conhecimento em questões fundamentais a sociedade como: saúde, segurança e educação. Jamais vai se preocupar se um professor ganha ou não o merecido pelo conhecimento que é obrigatório ter para nos ensinar, cuidar e defender.

 

Nedilson Maciel é formado em Administração de Empresa e pós graduado em Auditoria e Perícia Ambiental, ex-presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado (FESSPMEMT) e pré-candidato a deputado federal por Mato Grosso pelo Partido Verde.



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