• Cuiabá, 20 de Outrubro - 00:00:00

Três assuntos de Cuiabá      

            Você já percebeu que muitas propagandas em Cuiabá só são dirigidas aos cuiabanos mais antigos? Nada contra, mas é que existe um número muito maior de cuiabanos novos e que não estão tão voltados para as coisas mais antigas desta cidade.

              Jovens que nasceram aqui, de 40 anos de idade para cá, gostam da cidade, mas não foram criados ligados àqueles costumes de antes. Os meios usados nas propagandas de vendas, e até mesmo nas eleitorais, são sempre os mesmos. Esses cuiabanos mais jovens, que gostam daqui tanto quanto os mais antigos, não tem muita ligação com os jeitos e maneiras de antes.

           Seria interessante uma pesquisa qualitativa sobre isso, inclusive para esta eleição que se avizinha, e que mostraria uma nova realidade cuiabana.

                 Outro assunto. Mato Grosso é o maior produtor de grãos, fibras e carnes do país. E se tem ainda muitos milhões de hectares de terras para ser incorporadas em mais produção. O estado pode, em alguns anos, ter tanta produção em soja, milho e carne como a Argentina inteira.

            Com tudo isso não se vê grandes eventos nacionais ou internacionais do agronegócio no estado. Acontecem em Ribeirão Preto, Bagé ou Jataí e por que não em Cuiabá? Há sinais novos no ar, porém.

              O Parque de Exposição Jonas Pinheiro na capital está sendo remodelado com uma injeção de 25 milhões de reais. Nem haverá a Expoagro este ano. Acontecendo a reforma pode-se pensar em realizar grandes eventos estadual, nacional e até internacional do agronegócio aqui. O AgroMT, já neste ano, parece ser o embrião disso.

            Nem precisa bulir no título de capital nacional do agronegócio de Sorriso. Aqui teria o novo Parque, ligações aéreas, hotéis, gastronomia e história para ser, como em outros lugares do país, um dos centros nacionais de eventos do agro.

             Mais outro. É comum encontrar gentes que não concordam que Cuiabá tenha “somente” 600 mil habitantes. Eles têm um número fixo na cabeça: um milhão de habitantes. E dão supostas explicações do porque acreditam nisso. É difícil convencê-los do contrário. Nem com argumentos como os de abaixo.

            Cuiabá tem algo como 420 mil eleitores. Se a cidade tivesse um milhão de habitantes ou perto disso, o número de eleitores seria bem maior, você não acha? A cidade sozinha decidiria muitas eleições.

            O Fundo de Participação dos Municípios tem como uma das bases para ser distribuído o número de habitantes de um município. Se Cuiabá tivesse aquele tal milhão haveria um berreiro contra Brasília que estaria prejudicando a capital do estado ao repassar menos recursos do que supostamente lhe seria devido.

            As ligações elétricas nas casas é outro meio para se medir a população local. Os números mostram que essas ligações estão dentro do normal para uma cidade de uns 600 mil habitantes. A concessionária de energia tem esses números.

           E, para terminar, se Cuiabá e Várzea Grande juntas tem uns 900 mil habitantes já está “bom demás”, como diria o cuiabano mais antigo, não?

 

Alfredo da Mota Menezes   

E-mail: pox@terra.com.br    site: www.alfredomenezes.com         



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