• Cuiabá, 23 de Outrubro - 00:00:00

Que pacto é esse?

Todo mundo sabe que a sociedade brasileira não está pacificada diante de si mesma e do Estado. Talvez o mais doloroso nessa questão, seja a falta de um futuro claro pro país e pros seus habitantes. O Estado que governa a nação está muito mutilado. Algumas áreas já foram enterradas. Outras estão morrendo lentamente.

Mas o pior dessa instabilidade do estado é a sua ineficiência e o seu peso sobre a sociedade. Tanto na forma dos pesados impostos recolhidos dos cidadãos, quanto a quase total ineficácia dos serviços públicos para os cidadãos.

Mesmo assim haverá eleições gerais em 2018.

O candidato a presidente da República que se apresentar na disputa disposto  a efetivamente conduzir o país, terá pela frente uma imensa frente de abordagens. Apenas algumas. Enxugar a estrutura do Estado. Isso implicará em privatizações indispensáveis. Por consequência na demissão de milhares de servidores públicos. Na esteira só desse item um enorme enfrentamento com as centrais sindicais e com as diversas organizações classistas dos servidores públicos.

A montagem de um grande plano de privatizações vai requer extraordinária força política e credibilidade da sociedade. Sem ela, o presidente eleito não terá forças pra enfrentar as corporações públicas e dezenas de outros interesses históricos.

O presidente precisará de força e de credibilidade pra lidar com o Congresso Nacional que vem uma história recente longe do republicano. O Congresso Nacional tem força de mais e o presidente da República tem força de menos. Se o presidente não for muito forte, não governará. Só quem pode apoiá-lo na cruzada de mudar o que tiver de ser mudado, é a opinião pública que o eleger. Como lidar com dezenas de partidos políticos predadores da nação? Vejo isso distante hoje.

Como lidar com a problemática da saúde, da educação, da segurança e do planejamento? Além de habilidades extraordinárias, o presidente precisará pacificar a relação do funcionalismo público consigo mesmo, com os cidadãos e com o próprio Estado. Mais força política. As corporações cresceram muito e adquiriram força e poder.

Como lidar com a reconstrução da economia? E com as representações classistas privadas? Como criar um plano nacional de desenvolvimento como já houve, por exemplo com JK(1956-1961). Os com os militares? Quem será capaz de construir um plano nacional no ambiente de discórdia hoje existente? Será tarefa muito complicada.

Resgatar a imagem do Brasil no exterior, num momento em que existem imensos estoques de capitais em busca de investimentos.

Sinceramente, ainda não enxergo alguém esse perfil. Elegermos outros aventureiros será suicídio nos tempos atuais de mundo integrado. A sociedade eleitora também não difere muito do perfil inexistente dos próximos governantes. Fico pensando se não teremos mais de anos de gestões de caos no Brasil. Em completo prejuizo do futuro.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br    www.onofreribeiro.com.br   



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