• Cuiabá, 16 de Julho - 00:00:00

Fatos, ilações e fofocas

A discussão sobre a eleição para governador no ano que vem é um dos assuntos do momento. Logo se formam dois pontos de vistas. Quase tudo gira em torno da reeleição ou não de Pedro Taques. Um resumo do que se ouve.

Os que são contra as ações do atual governo arguem que a questão da saúde machucou eleitoralmente o Pedro. Que não daria tempo para recuperar a imagem até a eleição do ano que vem. Afirmam ainda que o assunto dos grampos complicou e complicará mais ainda o governador.

Argui-se também sobre o descontentamento dos funcionários públicos que viria desde a questão do RGA no ano passado. Mais um argumento é que o governador ficou muito tempo voltado para acusações contra o governo passado. Outro é que ele dialoga pouco com a classe politica, se isola entre assessores técnicos.

Os que defendem que o governador tem chances de reeleição levantam outros argumentos. Sobre a saúde pública afirmam que o governo está conseguindo equacionar o problema dos repasses atrasados e que poderia arrumar uns 300 milhões de reais novos por ano para o setor. Na região metropolitana aventam a possibilidade da retomada das obras do Hospital Júlio Muller e do VLT e uma sonhada diminuição nos índices de violência. E no interior algumas obras do Fethab.

Que estaria garantida a aprovação do Teto dos Gastos Públicos e que os funcionários não fariam a oposição que a oposição imagina que fariam. Acreditam que a categoria não faria greve neste e no próximo ano. O RGA seria pago e não se aumentaria de 11% para 14% a contribuição previdenciária.

Que aprovado o Teto se teria uns 500 milhões por ano nos cofres do estado pelo não pagamento da divida com a União. Sobraria também um pouco mais de dinheiro se a divida dolarizada for renegociada.

Se for ainda aprovada uma nova modelagem para a Lei Kandir até 30 de novembro, como determinou o STF, poderá vir algum dinheiro a mais do que tem vindo para o estado. Que tudo isso junto faria 2018 ser um ano de mais investimentos.

O tema que mais se apega os que são contra a reeleição do Taques é o do grampo. Os que são a favor da reeleição acham que sem um batom na cueca o assunto não chega para a maioria dos eleitores.

No meio das discussões aparecem os nomes que poderiam enfrentar o Taques. Fala-se em Wellington e Antônio Joaquim. Mauro e Jaime são citados também. Um falatório sem fim é sobre onde e como ficariam Blairo, Mauro, Nilson ou Jaime Campos?

E, no meio das falas, aparece sempre alguém para dizer que nada disso está definido antes de se medir um suposto estrago politico em nomes aí de cima por causa de delações premiadas ainda não mostradas.

Se a política não tivesse ilações ou até mesmo fofocas seria a coisa mais chata do mundo, você não acha?

 

Alfredo da Mota Menezes escreve nesta coluna semanalmente.

E-mail: pox@terra.com.br   site: www.alfredomenezes.com  



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