• Cuiabá, 25 de Abril - 00:00:00

Segundo tempo

Na última segunda-feira o governador Pedro Taques reuniu no Palácio Paiaguás e depois almoçou no salão Cloves Vettorato com 19 jornalistas considerados influenciadores da opinião pública. Presentes diversos secretários, entre eles Jean Campos que deixa a comunicação e Kleber Lima que assume em seu lugar. Quis ouvir o que pensam, como avaliam e o que sugerem pra os dois próximos anos de sua gestão que começam em janeiro próximo. O encontro foi descontraído e produtivo. Vou citar os pontos principais da avaliação do governador depois das três horas e meia do encontro.

  1. A crise que virá em 2017 será maior do que a atual. Será uma crise imensa. Tomará decisões difíceis em 2017
  2. O governo entrará na fase do segundo tempo. Os métodos que o trouxeram até aqui precisam ser mudados porque não levarão a 2018
  3. Abre-se um novo momento histórico na gestão
  4. É preciso melhorar a articulação política. Secretariado deve falar pra fora do governo. A relação com a bancada de sustentação no Legislativo que nem sempre se comporta a favor do governo, Pedro Taques resumiu: “político é igual piranha. Se ver sangue vai em cima”
  5. É preciso rever a comunicação do governo. Com a saída do secretário Jean Campos pra outra função, e  a entrada do jornalista Kleber Lima as estratégias mudarão pra melhor transmissão de dados da gestão á sociedade
  6. É preciso ter “entregas” de obras e ações para a sociedade reconhecer a efetividade da gestão
  7.  “Não me preocupa a reeleição em 2018. Só vou à reeleição se estiver bem”, disse
  8. Caiu a ficha para todos no país que entramos numa crise terrível
  9. A questão econômica é grave, mas é superável
  10. O governo precisa construir um tipo de marca de identidade daqui pra frente
  11. Tanto parlamentares como secretários e pessoas e instituições da sociedade pra participarem da gestão e defender o governador, querem se  sentir pertencentes à gestão, o que não acontece hoje. Vigora a sensação de que a gestão pertence apenas ao governador.

O tom da reunião foi muito cordial, ao contrário de outros anteriores. O governador ouviu por três horas e meia e deixou que o debate corresse solto entre os presentes e ele. Ouviu, perguntou, questionou e, sobretudo, interessou-se e escutou. No final, depois do almoço estava sociável e não demonstrou abatimento diante das ponderações que ouviu. Algumas delas foram dolorosas. Tanto do ponto de vista crítico ao governador Pedro Taques, como aos cenários da gestão nesses dois últimos anos.

Crítico freqüente do governador Pedro Taques, saí de lá com a sensação de que realmente ele e a gestão perceberam que precisam se abrir nesses dois últimos anos. A sensação foi a mesma de todos os 19 jornalistas presentes. Que o futuro se concretize nessa direção positiva!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribero@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

 



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