• Cuiabá, 19 de Outrubro - 00:00:00

Dores pélvicas crônicas ? um dilema

Com a maturidade sexual, as mulheres ativas têm como premissa realizar, e devem, um exame ginecológico semestral, e pelo menos, salvo indicação outra, um preventivo anual. Mesmo assim procedendo é muito comum a queixa de dores e corrimentos crônicos, sendo frequente as dispaureunias, dores pelvicas,  muitas das vêzes, incapacitantes. Na investigação destas dores, muitas são de origem psicológica, tendo em vista as desinformações e  desvios aos quais a sexualidade das mulheres é submetida, apesar da grande evolução dos ultimos tempos.

Os mitos da virgindade, o desconhecimento de seu próprio corpo e seu funcionamento, a desinformação quanto à anticoncepção e prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis......., levam a um alto nível de "stress"  que pode por exemplo impedir o relaxamento da musculatura pélvica da mulher  e o aparecimento de dores ao coito, com vaginismo intenso, que por vezes impede a própria penetração.

A doença inflamatória pélvica com sua multiplicidade de agentes e situações, é de longe a maior responsáveis  pela dor, e sua correta mensuração ao exame ginecológico, a identificação correta de seu possivel agente causal, a confirmação ultrasonográfica, levam-nos, com o vasto arsenal de recursos terapeuticos disponíveis, ao tratamento confortável e eficaz na maciça maioria das pacientes.

As famosas e frequentes aderências pós cirurgias pelvicas, em especial pós cezarianas, são frequentes e hoje com recursos laparoscópicos, consegue-se certeza diagnostica, e tratamento sem cirurgias maiores, o mesmo sendo possivel com endometriose e pequenos cistos ovarianos que eventualmente sejam passivéis de correção durante o próprio exame laparoscópico.

Hoje alia-se outros métodos, como a histeroscopia, observação in loco da cavidade uterina e muito mais. Por isso leitoras e também os leitores, pois o companheirismo é fundamental, consultem seu ginecologista e livrem-se deste incomodo, fazendo a prevenção ainda do cancêr ginecologico que sendo outra causa de dor cronica, deve  sempre ser prevenido para não termos que remediar.

Marcelo Sandrin é médico em Cuiabá



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