• Cuiabá, 21 de Julho - 00:00:00

O Brasil que agoniza ? 1

Hoje, quando a Câmara dos Deputados contar o último voto sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, estará contabilizando o fim de uma era política no Brasil.
 
De certo modo, poderá se dizer que o país estará fechando o ciclo da política iniciado lá em Pedro Álvares Cabral.
 
É desse tema, entre Cabral e Dilma, que esta série de três artigos tentará resumir a loooooooooooonga história da política brasileira.
                       
A instabilidade política na América portuguesa e na América espanhola é clássica e tradicional.

Vem do começo do século 19 quando os 20 países do continente se libertaram das respectivas colônias e numa mudou substancialmente. Exceção é o Chile nas três últimas décadas.
                       
Particularmente, o Brasil viveu dois períodos de alguma estabilidade política, mesmo assim marcados por sucessivas conspirações e tentativas de desmontar o poder da época.
 
De 1946 a 1964, houve um período contínuo de estabilidade constitucional, mesmo assim marcado por fatos graves como o suicídio de Getúlio Vargas em 1954. As tentativas de não se permitir a posse do presidente Juscelino Kubitschek eleito em 1955.
 
A renúncia do sucessor Jânio Quadros em 1961, com sete meses de governo. Seu vice, João Goulart só tomou posse depois de uma conspiração militar que introduziu um parlamentarismo fajuto.
 
Em seguida, a conspiração de 1964 que trouxe os militares ao poder por 21 anos. Foram 18 anos de estabilidade.
                       
O regime militar foi marcado por intensa oposição até sua “deposição branca” em 1984, numa eleição indireta passando o poder pra um civil.
 
A nova estabilidade se deu de 1992 até 2016. Mesmo assim, em 1992 teve o impeachment/renúncia do presidente Fernando Collor.
 
Em 2016, o impeachment de Dilma Rousseff. Portanto, estabilidade mesmo se conta de 1992 a 2016: apenas 14 anos.
                       
Dito isso, ainda no campo da História, temos uma nação que desde seu começo ainda como colônia portuguesa e mais tarde como Império e República, nunca se preocupou em construir um espírito ou um projeto de nação. 
 
O Brasil vem rolando ladeira abaixo desde 1500, ao sabor da força de gravidade. Nunca se estruturou um projeto para o futuro.
 
Cada geração de políticos e governantes olhou só pro umbigo de sua época. Ressalvo os presidentes Juscelino Kubitschek e os cinco presidentes militares.
                       
O Plano Real, de 1994, foi um projeto de nação que ainda se arrasta depois de ser quase destruído nesses últimos 13 anos. Por absoluto amadorismo! 
 
O assunto continua amanhã!



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